10 de maio de 2013

Crítica da Semana: A Casa Silenciosa


Crítica da Semana é uma coluna que tem como objetivo mostrar minha opinião sobre os filmes que eu assistir. Meme semanal hospedado pelo Fanfics Memoráveis e postado nas sexta-feiras.


Nome: Silent House
País de Origem: Estados Unidos/França
Direção: Chris Kentis, Laura Lau
Roteiro: Laura Lau
Gênero: Suspense
Duração: 88 min. 
Ano de Lançamento: 2011
Elenco: Elizabeth Olsen, Adam Trese, Eric Sheffer Stevens, Julia Taylor Ross, Adam Barnett, Haley Murphy.
   












Um terror/suspense que promete muito e cumpre pouco.

Com a escassez de filmes de terror que realmente assustem, A Casa Silenciosa surge com a promessa de ser um filme de terror diferente de tudo o que já foi feito anteriormente. E essa diferença está no estilo do longa, já que os mais de 80 minutos do filme são transmitidos em plano sequência. Mas o que é plano sequência?

Tecnicamente, o plano-sequência é a filmagem de toda uma ação contínua, através de um único e longo take, sem cortes, nem edição, em pelo menos dois ambientes distintos. Na prática, é aquela cena em que ficamos de boca aberta ao vermos a câmera serpenteando por entre os personagens e os seguindo para todos os lados, não tendo mudança da cena e de cenários, e que nos obriga a perguntar: como isso foi possível?

Agora que já foi explicado, voltemos ao filme.

A história é protagonizado por Elizabeth Olsen, irmã das gêmeas Ashley e Mary Kate Olsen, e apresenta os momentos de tensão vividos por ela e pelo pai dentro de uma casa. Tudo começa quando eles decidem reformar a casa de campo, com o objetivo de vendê-la, já que há tempos não é usada pela família e foi destruída por vândalos. Um lugar calmo, onde o silêncio é absoluto, e a paz reina, mas não por muito tempo.

Logo, estranhos acontecimentos começam a acontecer e seguimos a protagonista enquanto ela busca uma saída e de leva, descobre os segredos por trás daquela casa calma.

O elenco se resume basicamente a protagonista. A atriz Elizabeth Olsen ganhou alguns pontinhos comigo, se levar em consideração que este é seu primeiro trabalho, e já de primeira pegar um filme diferenciado como este, não deve ser fácil. Em alguns momentos fica apenas a questão da falta de expressão, mas não é nada que incomode profundamente.

Devo lembrar que A Casa Silenciosa e um remake feito por Hollywood (como sempre) do filme uruguaio La Casa Muda, mudando alguns detalhes do enredo, mas mantendo a premissa geral do filme, o que acabou sendo seu ponto forte.

As refilmagens de Hollywood tem como único objetivo contar uma mesma historia, mas nacionalizando para o americano. E por vezes isso se mostrar desnecessário e apenas um meio para ganhar dinheiro. Com A Casa Silenciosa o sentimento que se sente é este.

Do começo ao fim, a história geral do filme original foi mantida, e este e um dos problemas. Quem conhece o outro filme e consequentemente o final não ficará nem um pouco impressionado quanto o restante do público. Sem a aura de mistério, o suspense perde totalmente a graça, e a espera de 88 minutos pela grande revelação final se mostra infrutífera.

Outra mania dos remakes hollywoodianos são os exageros no decorrer do filme. Neste, isso fica mais evidente no desfecho final. E incrível (de modo negativo) como o filme muda completamente na sua sequência final. O cenário e o elenco permanecem, mas a sensação e de que o tom do filme mudou completamente. O roteiro passa completamente dos limites. A única coisa interessante e que com certeza vendeu o filme foi o plano sequência, e até este deu problemas (eu achei uns três cortes bem óbvios no filme).

Dou uma estrela para A Casa Silenciosa apenas pela consideração, pois além da história batida e fraca, o remake conseguiu ser pior que o original. 

NOTA: «««««

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