19 de abril de 2013

Crítica da Semana: Argo


Crítica da Semana é uma coluna que tem como objetivo mostrar minha opinião sobre os filmes que eu assistir. Meme semanal hospedado pelo Fanfics Memoráveis e postado nas sexta-feiras.


Nome: Argo 
País de Origem: Estados Unidos 
Direção: Bem Afleck
Roteiro: Chris Terrio, Joshuah Bearman
Gênero: Drama/Triller/Suspense
Duração: 120 min. 
Ano de Lançamento: 2012
Elenco: Ben Affleck, Alan Arkin, John Goodman, Bryan Cranston, Tate Donovan, Taylor Schilling, Nelson Franklin, Kerry Bishé, Kyle Chandler, Rory Cochrane, Christopher Denham, Clea DuVall, Victor Garber, Zeljko Ivanek, Richard Kind.





É difícil comentar ou explicar este filme aqui. A história é longa, rica em questões geográficas, históricas e religiosas. Mescla diversos gêneros que vão desde o drama, a comédia, o policial, e o suspense. E, além disso, usa da metalinguagem, há filmes dentro do filme, ficções dentro da ficção.

Em Argo, Ben Affleck atua como diretor, roteirista e ator e explora um dos momentos mais surrealistas já vividos na história do cinema, e também da espionagem dos EUA. Vale lembrar que toda a história e baseada em fatos reais.

O filme se passa em 1979, durante a chamada Crise de Reféns no Irã. Com a recusa do governo dos Estados Unidos de entregar o  Reza Pahlevi, deposto pelo aiatolá Khomeine, o povo furioso invade a embaixada estadunidense, fazendo 54 prisioneiros. Seis funcionários, porém, conseguiram escapar, refugiando-se na casa do embaixador canadense em Teerã.

Desesperada para extraí-los do país, a CIA aceita o plano de um agente secreto, Tony Mendez que consistia na criação de um filme falso, uma cópia fajuta de Star Wars. Eles então usam a desculpa de que equipes de produção costumam viajar para lugares exóticos em busca de locações, o que explicaria a (suposta) entrada e saída breve do grupo do Irã e o interesse pelo país em crise política.

Ao invés de contar toda a história, vamos dizer que ela se separa em partes. Começamos com uma animação clara e didática, acompanhada por uma narradora que conta os acontecimentos que levaram a revolução vista no filme. Para mim esse foi o único ponto negativo do filme (mas algo muito pequeno, e que não tira o brilho da produção), penso que eles poderiam focar um pouco mais na história, por que não sei os outros, mas eu tive de pesquisar depois sobre a tal Crise dos Reféns para entender melhor.

Após a invasão da embaixada dos Estados Unidos, seis funcionários fogem e procuram abrigo na casa do cônsul canadense. Depois de tomar ciência da situação, a CIA chama Tony Mendez, um especialista em resgates, para desenvolver um plano de fuga.

Sem grandes alternativas (as outras idéias chegam a ser ridículas) resolvem aceitar a ideia de criar um falso filme, que se chamaria Argo. Com a desculpa de procurar locações, ele entra no Irã para ajudar os americanos.

No entanto, não espere um roteiro completamente sério (admito que pensei isso), pois, apesar de ser um drama, a produção é recheada de brincadeiras a indústria cinematográfica (o que me surpreendeu e muito). Destes momentos de humor, destaque para a dupla de atores John Goodman e Alan Arkin, que interpretam colaboradores da CIA. Há humor de tempos em tempos, mas a cada momento em que parece que o filme vai ficar cômico demais, somos lembrados a seguir da urgência da situação (um dos melhores pontos do filme) é nessa construção de tensão que o filme enche os olhos.

O filme conta essa história verídica, mas não sem aproveitar também para criticar e caçoar de forma leve e nem um pouco direta a própria indústria do cinema e o próprio governo.

Meus elogios vão para a fotografia (aliada ao figurino, ela te dá à sensação real de que você está nos anos 70, incrível), para o design, e para o figurino. Também merece destaque a sequência final de tirar o fôlego e criar desespero (no bom sentido). E claro para o elenco magistral. Merecem destaque John Goodman, Alan Arkin e Bryan Cranston, é claro Bem Affleck

Argo definitivamente entrou pra galeria dos melhores filmes, trazendo de volta a memória os grandes filmes políticos setentistas e figura com mérito no primeiro lugar da minha lista de melhores filmes já vistos.

Nada mais justo do que valorizar este filme. Tocar em um assunto delicado, em tempos de crise, e agradar sendo um drama, deixando clichês e exageros de lado, é um feito para poucos.

Leva mais que merecidas cinco estrelas.

NOTA: «««««

2 comentários:

  1. Ainda não vi esse filme, mas estou curiosa.


    Ah, tem sorteio lá no blog, participe!

    Até a próxima... :)

    Camila- Ninho de Fogo

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    1. Veja, é muito bom.
      Participarei, claro, não perco uma promoção sequer, kkk
      Até Mais!!

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